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Livro

Contos de amor, ódio e sacanagem

Autor: Furio Lonza

GÊNERO: Contos (Selo Castiçal)
ISBN: 978-85-5833-296-5 | ANO: 2018
FORMATO: 14X21 
PÁGINAS:  292 | Pólen Bold 90gr

Sinopse:  Furio Lonza transborda ironia. Seus contos trazem personagens que se desviam completamente de clichês românticos. Nada idealizados, por meio de uma ironia fina, o autor que se declara um admirador de clássicos, escritas contínuas e sequenciais, constrói personagens perversos. Declarações e pensamentos ousados formam afiadas declarações e reflexões, fugindo a qualquer submissão de regras sociais, fato possível de se verificar a primeira olhada na capa do livro, no qual personagens demasiadamente humanas exibem-se sem medo de sua selvageria natural. Na breve introdução da obra, o pavio curto do despojamento dos clichês, mostra a preguiça do artista de se sujeitar a formalidades, explicações; se o autor o faz por fim, é como meio de elucidar suas principais intenções, desta maneira, Furio afirma sua predileção a influências clássicas como de Allan Poe, utilizando dos artifícios da exploração psicológica e filosófica, dotando suas palavras, com densidade suficiente para que o leitor mergulhe lentamente em profundezas, na crença firme, de que no mais fundo da psique, da perversidade, instintos e desejos, firmam-se pertinentes questões humanas. Já no primeiro conto, “Laurinha, a Santa”, o autor não vacila em trazer os temas do assassinato, da raiva, diante mesmo de estruturas sensíveis como o casamento, a maternidade, e o faz, mediante reflexões pervertidas do sexo na gravidez, de contestações religiosas com pitadas de uma violência que não perdoa os mais sensíveis e sublimes dogmas humanos. O cristianismo, o amor, matrimônio são extenuados a agressividade do tédio na revanche do duelo da convivência entre diferentes pessoas, com distintas personalidades. Não há o que esperar de politicamente correto, o autor propõe revoluções e revoltas com suas palavras, assim como corpo que não se submete a normatizações, faz de sua escrita palco de exploração temática e extravasamentos, mesmo das camadas mais sombrias do humano.

Vídeo-resenha: Roberta Carmona (Canal Literatorios). 

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