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Livro

Palavras Sonâmbulas

Autor: Neurivan Sousa

GÊNERO: Poesia; (Selo Castiçal)
ISBN: 978-85-5833-059-6 | ANO: 2016
FORMATO: 14X21
PÁGINAS:  96 | Pólen Bold 90gr

 

 

Sinopse: Neurivan Souza em “Palavras Sonâmbulas” mostra-se eclético, flexível, porém sempre constante na utilização criativa de seu jogo de imagens, que se esparramam pelos diferentes temas, amor, fome, miséria, poesia. No poema “Faces do Mal”, fazendo jus ao nome da poesia, as palavras- substantivas utilizadas pelo escritor são densas, apelam para o grotesco, como se pela singularidade impactante de seus significados, acabassem por tornar dispensáveis os complementos linguísticos a fins de justificar o emprego destas mesmas palavras. À exemplo, “aborto”, “esgoto” encontradas nos versos “o fim chega num aborto / choro derramado no esgoto / num míssil disparado sobre / sonhos de crianças na faixa / sem pedestres em Gaza /”. O poeta reflete em sua poesia a visão da triste dinâmica de fim e de destruição habituais ao mundo, como parte de um ciclo de nascimento e morte inevitável as coisas vivas, como em “por último também serei / cinzas para nutrir o chão, / onde brotarão árvores / que darão nova madeira”. Há ainda, a poesia sobre amor, a abordagem ao cotidiano, ao fazer poético. Os versos são livres, mas ainda assim, sonoros; as imagens destacam- se pela delicadeza de suas construções, nas suas elaborações o poeta meticulosamente cria metáforas simples, e segue pelas estrofes seguintes complexando-as até alcançar um ápice no qual a imagem final será representada “sobre a mesa ornada / um vaso me culpa / por seu status vazio / e em sua inutilidade / visualizo meu ermo / mil artérias de areia / por fora sou mesa / por dentro sou vaso / um poço sem água / na ausência das flores / as dores exalam / o “parfum” das lágrimas”. As palavras sonâmbulas de Neurivan Souza só se tornam oníricas visto a sutileza com que as imagens são empregadas, como se a delicadeza suscitada nos seus versos fossem fruto de um adormecimento de olhos e consciência para a desesperança do mundo, justificando que para contrabalancear o peso da realidade é preciso repousar no silêncio das palavras, que enquanto oníricos permitem o encantamento.

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