• Do Ínfimo

GÊNERO:  Poesia
FORMATO: 14X21| ANO: 2018
PÁGINAS:  74 | Pólen Bold 90g


SINOPSE:

          Saudando a abertura da obra de Maria João, Rainer Maria Rilke fala da grande quantidade de pessoas que existem, mas, este número aparentemente gigantesco abarca uma numerologia ainda mais exacerbada, já que cada pessoa carrega diversos rostos, “nunca tinha tomado consciência, por exemplo, da enorme quantidade de rostos que há. Existem numerosas pessoas que usam um rosto durante anos a fio e é claro que ele se gasta, se suja, se quebra nas rugas, se alarga com as luvas que foram usadas na viagem”.

         Mas assim como já dito no primeiro poema de “Do  Ínfimo”, este rosto, que quando sincero transparece rugas, experiências, e sinais de uso de um alguém que viveu as dores, os prazeres, não deve ser limpado, já que o simples da vida reside justamente em não mudar esta expressividade da face,  não limpar este rosto, no poema, “ Não vou mandar limpá-lo”. Embora nas andanças pelo mundo o indivíduo esbarre em diversos rostos, a dúvida em relação aos sentimentos mais internos do homem não são esclarecidos pela óbvio da realidade, captada pelos sentidos, o tempo é que triunfa, e a busca continua revelando apenas as pequenas coisas, o vento, a sombra, mas saber de fato sobre  o breve da passagem é em vão, restando apenas aceitar a perenidade das coisas, reconhecer o medo e a liberdade.
                A autora descreve a vida como um processo de busca pelo arado alquímico, o compasso, o fogo, o ritmo matemático, a matéria transfigurada do poema, a asa do sonho, o magma, a víscera, a palavra, o suor, o sangue, a alma, língua. Estas buscas são  urgências, como uma “sede de chuva”, no entanto, a única coisa que se pode saber, conscientemente, é que não estamos livres da mão do destino, e tão entregues a ele estamos como a própria natureza, que instintivamente existe.





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Do Ínfimo

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Etiquetas: Editora