• Os mapas sinalizam ilhas submersas

GÊNERO:  Poesia

FORMATO: 14X21 | ANO: 2018      

PÁGINAS:    122  | Pólen Soft 90 gr


SINOPSE: 


                O livro de Franck Santos apresenta-se em duas amostras encabeçadas pelos títulos de “Terra”, e do outro lado, os guardados pelo título da “Água”. Há algo de parecido em ambas as partes, embora a primeira flua mais através da mágica sonora de poemas mais curtos, enquanto o caráter daqueles textos da segunda parte, desenvolvem-se mais em um desenrolar de prosas e crônicas.

                É inevitável perceber-se imerso e envolto em uma aura saudosa em decorrência da leitura, estas letras resgatam as metáforas marítimas e a presença azul do mar, utilizando-as como figuras exóticas as quais servem como alegoria ao sentimento da saudade e da solidão, pensando o autor, muito devidamente, que estas emoções são estimuladas pelas cores frias do horizonte azulado-esverdeado do mar.

                A forma dos versos são sonoras, mas de uma maneira sutil, não existe  excesso de rimas nestes textos, a poesia de Franck traz uma harmonia de palavras que se juntam ao todo do texto quase prosa, funcionando como um ornamento rítmico com palavras que rimam, além de que, a técnica de apenas revestir, em determinados pontos de texto com rimas, traz a sensação de uma epifania de sentimentos alcançadas pelo caráter sublime da estética.

                A saudade flutua apática como anêmonas desbotadas que pairam submersas, ocultadas nas cores calmas e neutras do vasto oceano, mas também as flores de petúnias, que se submergem afogadas pelas chuvas são metáforas fortes com a capacidade de representar um eu, que sofre um processo de separação constante, com tudo o que ama:  a mulher companheira, ou os dias alegres.

 

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Os mapas sinalizam ilhas submersas

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Etiquetas: Candeeiro