• A Origem Perdida

GÊNERO:   Poesia 
FORMATO: 14X21  | ANO: 2018
PÁGINAS:    86 | Pólen Bold 90gr  



        SINOPSE:


As palavras de Paulo André são abruptas e cortantes como a faca, retiradas das densas camadas da alma, lugar onde repousam os medos, as angústias, o mais profundo e isolado da essência, “seus versos são como a faca”.
            Este sagrado intocável, representando o próprio espírito humano, está tão intimamente conectado a quem se é, ao que se sente, que, frente a exterioridade da aparência física, refletida no espelho, separa-se por milhas de distância em relação as coisas tangíveis e observáveis, por esta razão, aquilo que se guarda na densidade da alma, os sentimentos de contradição como o medo, os receios, ficam feito ilhas rondados pelos mares impassíveis do mundo exterior.

Quando o poeta desenha a imagem deste espelho impassível, refletor, e distante da essência do eu-lírico, o faz situando objeto e pessoa no espaço de uma casa de memórias, este local ressuscitado em vários versos de diferente poemas, é o palco das lembranças da infância, estas que também são mantidas nas gavetas da alma, deste modo, o rememorar por meio dos versos,  com falas de menino, é em partes um fazer poético torturante a medida que remexe nas memórias.

Este espelho apontado pelo autor separa o eu-lírico em dois, o homem em estado de emoções puras e o homem dos comedimentos da aparência, de maneira que este último não pode alcançar a complexidade dos sentimentos, ficando o ser fragmentado em dois, como dito no poema “Amanhã Vamos Partir”, de um lado aquele homem que anda em linha reta seguindo a cotidiano,  do outro, aquele que mergulha em si mesmo, para assim criar a poesia.  






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A Origem Perdida

  • Autor: Paulo André
  • Modelo: P283
  • Disponibilidade: Em estoque
  • R$35,00

Etiquetas: Candeeiro