• O parto

GÊNERO: Poesia
FORMATO: 14X21  | ANO: 2018
PÁGINAS:  292 | Pólen Bold 90gr


SINOPSE:
 “Parto e poesia são alegrias que não escondem a dor”, esta frase que abre “O Parto” informa ao leitor que a arte da poesia, é feita com sofrimento, a semelhança da dor intensa experenciado pela mulher ao conceber a luz. Como o autor não teme assemelhar o labor poético a uma dor sem tamanhos, as figuras trazidas nesta poesia atrelam-se com a melancolia, mesmo quando fazem referências ao corriqueiro experimentado nas cidades, como em Minas Gerais, local de “trens que gemem de dor”, enquanto homens íntegros choram andando nos trilhos deste rotina de pedra, alienados sobre o que, ou como são mantidos toda a estrutura de funcionamento da sociedade. A rotina segue monótona e eu lírico anda na linha, seguindo o percurso automático dos dias, trabalha, dorme, faz comida voluntária, de vez em quando o arrebol vem fazer inveja, esbanjando suas cores pelo seu, no mais, o calor queima sobre as crinas, sobrando a selva de pedra somente sentir tremenda inveja deste céu de cores. O mesmo eu-lírico que desbravou o mundo, passeou, fez faculdade, voltou para casa, para o aconchego dos sofás que entortam colunas, reaparecendo não como um doutor importante, mas sim, como a mesma pessoa que sabe passar um café. É sem fim esta trajetória descrita, sair da acomodação para descobrir novas cidades, percebendo nestes novos lugares, sempre as mesmas coisas universais, pedra, calor, sol, TV, sofá. Nesta desesperadora andança, a calmaria proporcionada por um lago ou uma floresta, é substituída pelo gritante dos grafites, e, quando isto ocorre, nem mesmo o barulho dos trens de Minas, ou o calor do planalto, podem dissipar a dor de não encontrar conforto em nenhuma dessas infinitas esquinas.




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O parto

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Etiquetas: Lampejos